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segunda-feira, maio 18, 2009

A pedidos

- A hárpia é uma águia que entrou na H. Stern.

- O corpo humano é real e fascinante.

- A natureza humana é irreal, perversa, ridícula, imatura e faz parte de mim.

- Os banhos de chuva de "Ensaio sobre a cegueira" são abençoados.

- Red tara for you, for me and the cockroaches.

quinta-feira, março 12, 2009

Weird drops

- Sonhos, sonhos são, e dão um nó na minha cabeça, quanto mais rocambolescos e lyncheanos eles são.
- Yeda Crusius está no twitter: todo mundo sabe que é um perfil fake, mas é tão delicioso e auto-irônico que eu fico a me perguntar: quem será?

- A semana corre, a luz fluorescente ilumina a vida profissional das pessoas, eu sinto sono, eu vejo filmes, eu ouço música e tudo me dá a impressão de que a vida é um moto-contínuo destituído de significação.
- Dentro desse espírito, chegou a me parecer que não é tão boboca a frase da mãe do Forrest Gump, quando diz que a vida é uma caixa de bombons. Tem gente que abre uma caixa de bombons esperando que vá encontrar outra coisa, mesmo (mas ela e Cris me garantem que, dentro da caixa de bombons, evocando um conto de Cortázar, pode haver até baratas). Então tá.

domingo, janeiro 18, 2009

Drops cuspidos

Há tanta coisa que eu queria dizer e não dei oportunidade para tal:
- Morreu uma ciclista na Avenida Paulista e o que, a princípio, os jornais deram, dizia respeito mais ao transtorno que o corpo estendido no chão causou ao trânsito do que propriamente o assassinato que foi cometido, travestido de "acidente".
- Eu assisti ao "Curioso caso de Benjamin Button". David Fincher transformou um conto cômico de Scott Fitzgerald em uma fábula belíssima e sacana com os espectadores: faz-nos chorar, pensar, rir, e pensar que, muitas vezes na vida, somos atingidos por raios e lampejos, e ignoramos esses avisos para seguir com o que pensamos que é viver.
- Eu assisti a "O escafandro e a borboleta". Needless to say.
- Eu passei protetor solar, nadei, cochilei na rede, comi bobagem, brinquei com a cachorrada, tudo sob um sol escaldante, cercada de um quintal verdejante e pessoas cativantes.
- Sonhei que afinava um violão.
- Não sou indiferente aos teus encantos. Nem um pouco. Mas fico quietinha.

terça-feira, novembro 18, 2008

Fungos e veneno

- Sonhei que estava com feridas grotescas nas costas, credo. No entanto, fui tranqüilizada por uma amiga, parenta, sei lá, que dizia que, vejam só, aquela feridança toda eram somente fungos, e me "descascava" daquela podridão, depois do quê minhas costas estavam novas em folha, a pele lisinha e nenhuma dor ou ardência.
- Na inauguração do xópis novo na zona sul de Porto Alegre (donde a Barra da Tijuca, que possui estabelecimento do mesmo grupo, torna-se "irmã" da capital gaúcha, dã), a fartura dos discursos aludiu à mesma coisa que todo e qualquer discurso nos últimos quinze dias: Barack Obama. "Yes, we can" fazer um xópis em quinze meses; "yes, we can" zerar o déficit estadual; "yes, we can" fazer compras de Natal enquanto o mundo derrete. A vida é bela. Enquanto a esvoaçante Fernanda Lima escapava ao roteiro mesmo com o tele-prompter na frente dela, um senhor logo atrás de mim, comentava sobre a roupa da beldade: "bem riponga". Só vou nesse xópis mesmo por causa da FNAC.
- Ouvi falar que no terreno do lado, em frente à Hípica, vão fazer um obelisco ao capitalismo. Pra subir e sentar em cima.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Fool Drops


* E, de novo, sai-me a carta do louco, avisando que é hora se de entregar ao novo (e eu adoro o verbo francês se délivrer, que quer dizer a mesma coisa, só que tem toda essa coisa lânguida de se livrar, libertar - je me délivre), sem dó nem piedade nem pudorzinho bobo da vida.
* Aliás, outra das palavras francesas amadas, beijadas e abraçadas é bouleversant - perturbador, mas que eu acho absolutamente visceral... porque, tipo, verser des boules? Uma coisa de vomitar, derramar, derreter, virar do avesso. É muita perturbação para um só léxico, minha gente. E estou louca como na carta do louco.
* E, diminutivamente, porque isso é sinal de medo, vivi um sábado e domingo povoado de bicicletinhas, cantoriazinhas, deliriozinhos, além de trabalhar intensamente, como se fora possível fazer tudo isso ao mesmo tempo - e foi.

* Explicando à colega de trabalho que ando na já conhecida sensação de iminência e coceira interna, ela me conta sobre a diferença entre êxtase e ênstase: que um é pra fora e o outro, para dentro, ao que lhe respondi:
- Ora, mas esse eu não conhecia!
- Não conhecia, mas já sentia!
Sábias palavras.

sexta-feira, maio 09, 2008

Gastro-drops

- Atenção, pessoas que compareceram em casa no sábado passado: vocês esqueceram de saborear a torta de limão comprada especialmente para a ocasião (e que fez muito sucesso em 2007) e eu esqueci de lembrar-vos de sua existência. Detalhe que eu só me dei conta de que eu também esqueci de comê-la ontem à noite.
- Depois de mais de três anos de vivência efetiva em Porto Alegre, aproveitando o pré-inverno (tucanaram o outono?), experimentei o "violento mocotó" do Bar Naval, 101 anos a completar na próxima terça-feira. Uma bela terrina de barro contendo: tiras de mondongo (bucho, para os não-gaúchos), feijão branco, salsa e ovo cozido triturado, acompanhado por pão-cervejinha. Uma iguaria que fez história e agradava o paladar de Lupicínio, que tinha mesa fixa no estabelecimento. Primoroso.
- Par contre, em outro restaurante do mercado há dias atrás, ouvi estarrecida aos ruídos pós-almoço de um casal de meia-idade em mesa ao lado da minha. Muito contentes e relaxados, ambos não só palitavam seus dentes, como davam aquelas chupadinhas barulhentas que nem na intimidade do lar eu teria coragem de praticar. Deu enjôo. Sou nojentinha, admito.

quinta-feira, abril 17, 2008

Bike drops #2

Bike-reporter
O site Comunique-se avisa que a rádio Eldorado, de São Paulo, voltou a apresentar o quadro Bike Reporter, consagrado nos anos 90 pela arquiteta, jornalista e ciclista Renata Falzoni (na foto) e pelo cicloativista Arturo Alcorta. Segundo o site, a emissora quer oferecer mais um serviço para os ouvintes, com notícias sobre o trânsito pelo olhar do ciclista que vai percorrer a cidade de São Paulo. Serão veiculados três boletins diários no Jornal Eldorado 1ª Edição (700 AM e 92,9 FM) e outros três no Jornal Eldorado 2ª Edição (só na AM). Haverá transmissão de três boletins durante o Trilhas e Tons, na programação da FM. Hora certa para trazer o quadro de volta, especialmente quando a bicicleta acaba sendo o meio de transporte mais eficiente para percorrer distâncias curtas nesses dias de carros imobilizados (mas que poluem igual).

Video-game urbano
No sábado, comprei um capacete. Cogumelo ambulante, passeei faceira pela Redenção e, à noitinha, comprovei: o povo acha bem bonitinha bicicleta com farol e lanterna traseira. Não me rasguei toda andando: 21 marchas facilitam horrores a vida da gente. Mas a má notícia é que vir trabalhar de bicicleta é difícil, não tanto pela voracidade de alguns motoristas (que sobretudo não sabem que devem manter uma distância de 1,5m do ciclista na ultrapassagem - tá no Código de Trânsito), mas também por os estacionamentos não imaginarem que a gente poderia precisar guardar a bicicleta lá. Cadê você, vereador?

terça-feira, abril 08, 2008

Bike drops



Disclaimer: quem acompanha esse singelo blog sabe que, desde que vi a bicicleta da Gucci podre de chique (ou a Vélib, de uso público em Paris, na foto acima), tive uma epifania veicular e passei a querer uma bicicleta tanto para queimar calorias quanto para me locomover, na medida do possível, pela cidade.

- Aquele meu apelo pedindo por um vereador que se entregue de corpo e alma ao plano cicloviário da capital gaúcha não foi bem obra do inconsciente coletivo. Eu me inspirei por uma matéria legal foi capa da revista Vida Simples de Março;
- Fato é que os meios de comunicação estão começando a replicar a idéia, já que no fim de fevereiro houve ampla discussão sobre o assunto, que resultou na divulgação sobre a construção de, pelo menos, 18km de ciclovias na cidade;
- A partir daí, finalmente, é que o "inconsciente coletivo" da mídia começou a funcionar: além da Vida Simples e das notícias várias sobre recordes de engarrafamento (como se cada dia não fosse um recorde de estresse) em São Paulo, veículos como a Zero Hora estão dando maior espaço à questão, com matérias grandes sobre passeios ciclísticos, gente que optou pela bicicleta em seu transporte diário e com blogueiros do jornal abordando o assunto.
- E eu finalmente realizei o sonho da bicicleta própria e adquiri uma Mountain Bike de segunda mão que se tornou uma bike quase holandesa pelos auspícios de uma mágica bicicletaria perto de casa.

Aguardem notícias sobre como se dará o desempenho ciclístico dessa que vos fala. ;-)

terça-feira, abril 01, 2008

Love drops

- Nada de diamantes (mesmo porque o diamante, nas mais das vêiz, é mais eterno que o amor), alianças, sacrifícios. Prova de amor, mesmo, é dar a metade do sanduíche.
- Dia desses um amigo meu que deu festinha de aniversário em casa, desculpou-se pela presença de uma criança traquina dos infernos, talvez constrangido pelo fato de eu estar pacientemente me ocupando do diaolet* que queria chamar atenção. E eu lhe expliquei que não ficasse vexado não, que minha condição de mulezinha, se não me tornava apta a lidar com a situação, me fazia achá-la natural e compreensível. Tanto é que, em outra ocasião, um tal bebê que eu nomeei Menino Alface, sendo ainda menos peste que o outro, foi objeto da minha devoção e amô, ainda que esses mesmos sentimentos ele devotasse a outrem, por quem ficou apaixonado, e tal.
- E, não esquecendo das muitas faces da peculiar beleza das pessoas reais, eis que mais uma vez eu digo: "Tilda is..... pretty!!"
* Diabinho, em dialeto vêneto.

sábado, março 22, 2008

Resurrection Drops

- Comecei meu feriado contando pontos de uma partida de tênis e catando as bolinhas espalhadas pela quadra de saibro. Open da semana santa, três pecados capitais à sua escolha;
- Essa é pros meninos do Destemperados: em Caxias do Sul, o restaurante Rech, praticamente um à la carte visual: você aponta para os pratos e acompanhamentos deliciosos que quer comer, tudo isso com o preparo cuidadoso de um chef. Ambiente gostosinho, só abre no almoço, a comida é temperada, mas os preços não são salgados. Coisas chiques como salmão envelopado, purê de espinafre, vol-au-vent...
- Sem redenções e penitências, pelos pecados agradeci no santuário de Caravaggio, em Farroupilha, e fui agraciada com o café e as castanhas na casa mais acolhedora de Garibaldi;
E daqui onde estou, no mais simpático retiro de fim-de-semana da Serra Gaúcha, vejo, com imensa alegria, que mais dois blogs (além de um simpático e-mail da Ana Roberta, ao qual ainda não consegui responder do jeito merecido) aderiram à campanha "Tilda is Pretty": elegante e sem maquiagem.

terça-feira, março 04, 2008

Afternoon random drops

- Assisti a "Juno". É uma graça, um filme muito bonitinho. Mas...

- Fico imaginando se com essa morte do Raul Reyes, o homem do diálogo nas Farc, não matam de vez a Ingrid Betancourt. Matam? E se as FARC começarem a invadir o espaço terrestre de outros países e estes resolverem caçá-los até à morte... Chavez entra em guerra com outros países para defender as FARC (e por que quereria ele defendê-los)?

- No presente momento, venta lá fora e as águas do Guaíba estão belamente agitadas. A ilhota de areia espera a próxima tempestade para afundar debaixo. Passarinhos ciscam no solo. Um navio cargueiro de pequeno porte corta as águas do lago, sem carga que o preencha.

- Mais um boletim das águas do Guaíba em tempo indeterminado.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Bons ventos



- Olha o postal que eu recebi. Sim, do Havaí! Sim, de um amigo bissexto, mas de longa data, quase virtual, mas real, inteligente e bonito, o charme do capitalismo. ;-)
- Janeiro em Porto Alegre é a prova de que o calor não é privilégio (sortilégio?) do nordeste brasileiro.
- Eu às vezes queria ter um pacote de folhas de papel almaço para escrever segredos como se fossem trabalhos de escola (trabalhos escolares da minha época, pelo menos).
- A estabilidade profissional vem e vai, vai e vem. Eu, hein.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Bellatorres ou 'minhas férias'

- E a queima de fogos no balneário Bellatorres foi mais extensa que a de Copacabana e Florianópolis porque entre cada erupção de bombas e artefatos artístico-bélicos (algumas tinham o som dos tiros de fuzil do Bope), havia quase um minuto de pausa. Pra render mais, possivelmente.
- Cumpridos os ritos supersticiosos da data (pular as sete ondinhas, beber xampã, jogar flores ao mar para Iemanjá, não necessariamente nessa ordem), foi providencial se jogar no mar límpido do sulzinho de Santa Catarina, azul como o quê, água quentinha, ondas belíssimas e performáticas: mergulhei na onda, peguei jacaré, dei braçadas e nem perdi o biquini. Voltei um tom mais preta só, mas feliz da vida e de batirias recarregadas.
- A pasmaceira da praia (só não maior que a de Santo Amaro de Oeiras) propicia atividades como a observação de pássaros e insetos. Ídolos das férias: pardais tomando banho nas poças d'água e tatuzinhos (insetinhos de casca retrátil e andar vagaroso) perecendo nas lajotas da varanda, bem como os quero-queros hostis caminhando pelos gramados, chamados de "as sentinelas do Rio Grande" pelo gringo mais querido da praia.
- Piada interna: não é à tôa que Talibã entende de bomba (alusivo à queima de fogos)

segunda-feira, agosto 13, 2007

Media Drops



Passagem para a serra gaúcha: R$ 18,00
Entrada de cinema para comedinha romântica: R$ 11,00
Brincar de estátua, dançando com o seu amor, enquanto a clássica Nine To Five, da Dolly Parton (na compilação maravilhosa dele) carregava no computador: não tem preço.


***
- A moda agora é ser chef. É o rato de esgoto, o boa praça da novela e a sra. sua esposa do Michael Douglas, pedra que canta a IstoÉ da semana finda. E, para não deixar de ser fashion victim, "inventei" uma massa (fresca - que não deve ficar mais de 2,5 min na água fervente, ai de mim) que leva champignon fresco, abobrinha e tomate com manjericão bem no finzinho do cozimento. Platéia disse que gostou, eu acredito.
***
- Ainda na esteira do que ando lendo nas revistas, a Piauí desse mês está impagável. Atenção ao primeiro texto da seção Esquina, o melhor de todos, que traz o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, com todos os patrocinadores de seu programa de rádio na ponta da língua.


(...) Em outra matéria, sobre o ministro da saúde, José Gomes Temporão, seguinte trecho me enche de nojo: "Os efeitos do fim da propaganda de massa na indústria do fumo logo se tornaram visíveis. Em quatro anos, a Souza Cruz vendeu 13 bilhões de cigarros a menos, o que significou uma queda proporcional na arrecadação de impostos. As agências de publicidade e as emissoras de televisão, no entanto, foram menos prejudicadas. Na mesma época da proibição dos anúncios, houve a explosão da telefonia celular [negrito meu]. Um produto tomou conta do espaço do outro na publicidade. No caso das bebidas, não se vislumbra outro substituto. O setor movimenta 2 bilhões de reais por ano em propaganda. Só as cervejarias pagam 13 bilhões de reais, anualmente, em taxas para o governo."


Isso aí me faz lembrar de recente propaganda política do partido da ave exótica, em que uma figura atribui orgulhosamente à gestão do partido o fato de que este possibilitou a implementação da infra-estrutura - privatizando as companhias telefônicas - que permitiu que um número recorde de brasileiros tivesse assesso ao telefone celular. Agora a gente sabe para quê.

terça-feira, maio 08, 2007

Drops (ou melhor, Pastilhas)

- Baryta Composta Klein. A droga que, espero, manterá minha garganta saudável mas, enquanto isso, ela arranha, ela dói e o frio chega bem implacável a Porto Alegre, trazido do pólo sul, aquele que durará milhares de anos mesmo com a força do aquecimento global.

- Frio nos ossos, frio num olhar imaginado e minha cara não está boa.

- Saber os outros em coma, cama de hospital, dá-nos o tamanho da nossa finitude, e me põe medo por aqueles que amo e que estão longe, e cuja longevidade o tempo vai medindo ao seu bel prazer. É o inevitável, que o tempo passe e nos mate virtualmente a cada dia. Mesmo assim, dá medo, uma das emoções que, mais que humana, é canina, é felina, é cetácea, é paquiderme, é medo.

- Na novela das nove, o descabelar desesperado de Maria Fernanda Cândido pelo peludo canastrão clichê, pra que ele não a deixe, pour qu'il ne la quitte pas.

- Na novela das seis, o vilão mantém a mocinha presa nos trilhos do trem.

- E eu tusso.

quinta-feira, abril 05, 2007

Drops pascais

- Disse-se de rapaz bêbado, carregado pelos amigos, que quando passou um Fusca a 120 km/h na noite paulistana e buzinou para a turma de boêmios, o mesmo respondeu: "ha! Eu também bibi!!"

- Sou uma pessoa que é aficcionada por dois tipos de objeto: potes plásticos (de preferência, os lindos, da Coza e todas as imitações subseqüentes) e lanternas. Não me perguntem o significado inconsciente atrás desses ícones, eu não sei. E, na infância, para alimentar as lanternas, Pilhas Eveready. Porque afinal, é a pilha do gato. Mas abaixo reside o motivo claro:


Se bem que ele parece mesmo é ser movido a Duracell.

- Feriado: destino ignorado. Anonimato não é só para as celebridades: é também para quem quer se furtar à observação dos big brothers individuais, tais quais flies on the wall.

- Sábias palavras de uma amiga, noite passada: o poder privado faz te sugar até o bagaço para depois se livrar de você. O poder público, já que não pode fazê-lo, depois de chegado o bagaço, parte para o assédio moral. Não necessariamente nesta ordem.

- Bom feriado, comam chocolate, reunam-se com a família e ressuscitem-se para novas idéias.

segunda-feira, março 19, 2007

Drops (esquisitos)

- Hoje à noite, estava cortando queijo e uma fatiada mais descuidada acabou me lascando um pedaço de pele do dedo. Ui, como dói.

- Vi "O Labirinto do Fauno". Gostei. Louca pra que chegue a hora de dormir e sonhar com todas aquelas esquisitíssimas metáforas visuais.

- Conclusão dominical: como é fácil roubar lápides e outras quinquilharias do cemitério São João. Explico: passei lá perto num fim de tarde e a única coisa que separa o campo santo da rua é uma carcomida cerca de metal, com um arame farpado aberto em alguns pontos.

- Inside the IAPI: uma bucólica praça com um laguinho no meio, aqueles prédios que lembram, em plena Porto Alegre urbana, os anos 50 que foram a aurora da menina Elis; em uma daquelas singelas janelinhas, dormia um gato que era o irmão gêmeo de Mercúcio José. Aliás, aquele melancólico e peggy-suiesco IAPI me deixou num estado estranho de spleen pós-estresse (após uma noite mal dormida, pegar a estrada por duas horas e ir prestar um concurso público por quatro horas), remediado em parte num chororô noturno e sono quase imediato.

- Reunião-almoço no Sheraton: e quem disse que eu consegui comer alguma coisa?

domingo, fevereiro 11, 2007

Drops Musicais

A quem mais além da banda Trash Pour 4 ocorreria transformar "How deep is your love", dos Bee Gees em uma valsinha, "Take on me", do A-ha, em uma charmosíssima bossa-nova, "Sufoco", da Alcione, em uma frenética rapsódia russa e a breguéééérrima "Total Eclipe of The Heart", da Bonnie Tyler, em um surreal reggae?
Baixe, compre, ou ouça um preview no próprio site do grupo.
A rádio UOL também tem os dois discos completos do quarteto pra ouvir online.

Melodia linda e letra singela dão a tônica do projeto Lavadeiras, disponível no My Space. Parafraseando Pirandello, Gedley e Lina são "dois autores à procura de um produtor". Destaque (meu) para "Desassossego" e "Namorando o ar", de uma beleza meio melancólica que remete a brisas de mar, frutas cheirosas e águas cristalinas.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Drops

- O que acontece quando sua glândula de Bartholin inflama? Nem queiram saber, mosfios, mas agora ficou tudo bem, graças à valorosa ajuda das amigas da Confraria e ao Dr. Paulo do hospital Fêmina.

- Uma cadela daschund que te odeia, alguns nacos de biscoito caseiro, um pouco de coragem nas investidas, e eis que uma bela amizade se configura.

- Viagem pra Santos em dezembro com toda a família, amigos de infância, diversos universos, um ano depois. Precipitação? Que nada. Era isso que tinha de ser.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Holliday drops



- Reza a lenda que em certa entrevista feita com a Xuxa, o jornalista perguntou a ela porque ela tem uma casa inteira totalmente decorada em estilo japonês. E a Xuxa respondeu: "porque eu gosto de restaurante japonês". Ok.

- Tou de passagem comprada para Sumpaulo. Vou acompanhada e pretendo matar as saudades de boa parte dos meus.

- Essa semana, a médica da cabeça me sugeriu mais uma sessão semanal.

- Ontem peguei um dos ônibus mais cheios na hora do rush. Entreguei uma nota de R$ 2,00 ao cobrador, que me pediu dez centavos para facilitar o troco. Eu não tinha. "Então vai ficar sem troco, porque eu não tenho nadinha", disse ele, ao mesmo tempo em que pensava 'ai, ai, ai, não agüento mais esse ônibus, essa gente fedida e pobre, por que eu não estou no palácio de Buckingham que é o meu lugar?'. O passageiro seguinte lhe deu um carregamento de moedas e ele deu meu troco. Quando virei as costas, o cobrador-altivo-mor-do-orgulho-gay disse: "miserável". Como não me sói armar barraco principalmente num ônibus cheio, segui caminho. Mas sei que o palácio de Buckingham perdeu um grande expoente para os tablóides.

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