quinta-feira, setembro 28, 2006

Páginas da Vida

Verossimilhança, meu povo, não é o fofo casal gay da novela do Manoel Carlos nem o carinho mega fake da Regina Duarte (não é mesmo, minha gente?). As pessoas começaram a suspeitar de que a realidade era na verdade mais parecida com a calcinha babada da masturbação à la RC (imaginem a excitação da senhora no especial de Natal) do memorável depoimento no finzinho do capítulo.

A realidade veio hoje bem dentro do T3 às sete da noite: a tchutchuca de calça de cotton sentada no banco preferencial. A velha arrevortada que, espremida no ônibus cheio, vai reclamar seu lugar à tchutchuca. A guria não cede, que ela pagou a passagem e tem direito de sentar onde quiser. A velha arrevortada sentou no colo da tchutchuca. A tchutchuca estapeou a velha e a empurrou pra fora do ônibus. Ninguém fez nada. E o cobrador, velha na rua, tchutchuca liberada na parada seguinte, diz: "O que eu ia fazer? A guria tinha pago e a senhora não. O lugar era preferencial pra idosos, mas não obrigatório". E um passageiro que não tinha conseguido ver a confusão, perguntou: "mas o que aconteceu"? "A velha sentou no colo dela", disse outro. E metade dos passageiros: "hohohohohohoho".

Se bem que o Manoel Carlos adora uns barracos.

Um comentário:

loucuras filosóficas e afins disse...

isso aconteceu mesmo?
que coisa mais louca hem?