segunda-feira, outubro 13, 2008

Fugit Amor


(Fugit Amor, Auguste Rodin, c. 1881-87)

Em referência ao Amor Líquido (agora sem trema!) de Zygmunt Bauman, uma escultura sólida de um amor, ainda assim, fugidio. Pela persistência da capacidade de amar, sem covardias, por favor.

3 comentários:

Ollie disse...

Eu persisto, covardias à parte, morta de medo, mas persisto. Mas o que fazer se se ama alguém que não persiste e deita ao lado da covardia em vez do meu?

Lívia Araújo disse...

Bom, Ollie, se a gente insiste, insiste, e o outro não, sinto lhe informar, mas tchau e bênção, rs.
Não, vá, cada caso é um caso. E eu só falo do meu mesmo com um pouco de conhecimento. ;-)

Isabel Alix disse...

Eu não gosto dessas coisas líquidas da modernidade do Senhor Bauman. Elas me incomodam deveras, saber que tudo escorre assim por entre os dedos. Eu não quero uma dieta líquida, uma vida líquida, um amor líquido, e até à liquidez na conta do banco eu renuncio. Dê-me algo a que me segurar, dê-me uma âncora que não possa largar, dê-me uma dívida para pagar, dê-me um motivo para não fugir.

O único problema do amor sólido é quando ele é cocô. Daí não tem jeito.