quinta-feira, outubro 09, 2008

Packing the (ego)trip

Não serão os sonhos recorrentes aqueles que realmente abarcam a essência da nossa vida em determinado momento? Há mais ou menos três anos, minhas noites eram marcadas por tsunamis, enchentes, canais transbordantes, onde a incapacidade de contenção sequer me assustava (e isso era, talvez, o aspecto mais assustador). Hoje, algumas das minhas noites são atormentadas com viagens mal-programadas, para as quais não fiz malas, não tenho passaporte, não tenho onde ficar e as pessoas que tenho de encontrar desencontram-se de mim todo o tempo. Essa noite foi a Alemanha: enchia-me de angústia o fato de não poder ver meu grande amigo que mora em Hamburgo mas, a bem da verdade, eu não queria ir ter de morar na Alemanha mas era como fato consumado. Sem lenço, sem documento, mas eu iria, e chorava, e chorava. Mas, o sonho dentro do sonho, acordei contando à analista sobre o sonho da Alemanha, sem tempo de saber o que significa.
Alguma pista?

Um comentário:

Joelma disse...

Alguma coisa a ver com o Marcas de Nascença, o livro? (o palpite meu, esse)
...
Eu sonho com trabalho. Misturo os trabalhos, inclusive.
Essa noite sonhei com um diretor de animação brasileiro que trabalha na Dreamworks, que veio ano passado pro Festival. Mas ele era CABELEREIRO do Donna Fashion. E tinha uma filha adotiva, que era, na verdade, um travesti. E estava grávida - a filha, que além de adotiva e travesti era preta (o).

Ok.