quarta-feira, dezembro 12, 2007

O prazer do dever cumprido

Em uma palestra do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que aconteceu hoje em Porto Alegre, foi dito que uma das medidas para colocar em dia as contas do estado, que em 2003 contavam com um déficit de R$ 2,4 bilhão (situação parecida com a atualidade do RS), foi reduzir o teto salarial do executivo a R$ 10,5 mil.
Isso realmente ocorreu? Não acredito que o governador tenha mentido, não, mas seria uma delícia ver um "trem" desses acontecer aqui no Rio Grande, cujo teto é de R$ 22.111,00 e tem gente que ainda ganha mais.
Não é que eu seja afeita à crônica política, não, mas é que é tão curioso ver esse universo de gastos incessantes e compará-lo com a minha vidinha pacata, onde tirar o nome da SPC/Serasa se constitui num pequeno regozijo pessoal e particular. Seria possível levar aos governos o mesmo zêlo com que se cuida dos pertences e causas pessoais?

4 comentários:

AnaRi disse...

acho bem (im)possível.
depende de quem estará lá.

Wanderley Garcia disse...

No serviço público, na classe política, geralmente tenta-se corrigir pequenas injustiças. Se dois iguais ganham diferente, logo tenta-se resolver o problema. Pena que é sempre pra cima, nunca para baixo. Daí o teto vai ficando cada vez mais alto, e longe de nós, pobres mortais.

Cinara disse...

Segredo do sucesso? Não dar o passo maior do que a perna, assim como já dizia a minha avó.
Beijinhos

Marcelo Rayel disse...

Bom...

Para quem já morou quase cinco anos em Belo Horizonte, aqui vai...

O governador Aécio Neves não necessariamente criou tetos salariais em seu governo. Esse não foi o passo fundamental, mas apenas o posterior, como consequência do que eles lá chamam de choque de gestão.

Ele, de cara, me parece (até onde minha memória ajuda) que não reduziu o teto salarial do executivo. Isso é cunversê. Mesmo porque, com a casa legislativa mais cara dos estados brasileiros, haja choque de gestão...

A redução foi posterior. Ele primeiro acabou com a mamação comum das máquinas governamentais. Isso, sim, ele fez, e ajudou bastante. Mas cortar na própria carne, na boa... Aconteceu... Mas só depois...

É uma pena ele não ter explicado para a platéia onde ele fuçou para a redução de despesas. Por uma lado é até bom. Porque fica chato saber que ele dá show de gestão empurrando no furíco das cidades do Vale do Jequitinhonha. E isso eu posso falar, porque lá estive (no Vale do Jequitinhonha também, claro).