Aqui neste prédio onde estou morando provisoriamente, tem uma gata suicida. Pois é... pelo menos umas dez vezes por dia eu ouço aquele baque no telhadinho da lavanderia, que é feito de algum material translúcido, e vejo aqueles arremedos de patinhas pisando e cambaleando.
Outro gato dos meus dias - fins de semana, na verdade - é preto, peludo (diz-se, de uma mistura de angorá com coisa nenhuma), tem olhos amarelos e conversa comigo, especialmente quando no dia anterior ele comeu ração de lata e no dia seguinte está numa fissura danada: nhe-nhéu, nhe-nhe-nhéu, prrrnhe-nhé-nhéu... e sobe na cadeira e dorme na mantinha de lã posta no parapeito da janela (térrea, que não queremos novas tentativas) especialmente para ele, depois do pedacinho diário de presunto.
E eu estou meio extenuada de ficar ao computador quase o dia inteiro, ou mais que o dia inteiro e é por isso que tenho postado pouco. Esse teclado é duro demais, já se fazem sinais de dor nas minhas mãos, e eu nem tive um pensamento sequer sobre o resultado da fumacinha branca, não menos nefasto que o anterior, que esse aí pelo menos não tem a cara fofinha do anterior (fofinha antes de parecer feita de plástico retorcido).
Eu nem sei o que pensar da vida de agora, ainda. Estou mais perdida que cusco em tiroteio, pelo menos até a hora em que tudo se assentar. Curitiba tinha sido mais tranqüila, pelo menos olhando daqui dessa perspectiva.
Ai que sono.
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