sexta-feira, abril 11, 2008

Um pouco budista, hoje

Eu poderia dizer que a vida e o corpo são um poço de impermanências. "Poço" poderia ser inadequado, por sugerir um líquido imóvel que se amolda na profundeza. Mas, como em um copo ou mesmo na mobilidade de um rio, a água evapora e o que havia ali já não há. Dado isso, evaporamos sem deixar de existir. Sem morrer, somos outra coisa. E isso nem é uma metáfora espiritualista da morte, pois é sobretudo na vida física que tudo se transforma (e justamente as armadilhas da mente, de uma alma doente, é que tentam impedir a transformação). Deixar ir para viver o agora, que é o que vem, que é o que vai.

3 comentários:

Sara disse...

é mesmo a única coisa a se fazer, deixar ir para viver.
beijos

Anônimo disse...

Desapego. Isso me persegue.
E tu nem sabe, nêêga, que estava pensando em um tecsto com o mote 'vida que vai'. Tremenda sincronicidade. (belly)

(esta puerra não vai! mas que puerra!)

Anônimo disse...

(ah, agora foi!)

Sabia que 'langanho' é, para o Houaiss, um sinônimo de esperma? Lembrei-me disso por causa das puerras acima.

E pensar que certas senhoras que conheço gostam de pegar coisas meio velhas, puídas e desfeitas e dizer que estão 'um langanho'. Agora, cada vez que elas atribuírem o qualificativo 'langanho' para alguma coisa vou visualizá-la toda, hã, langanhenta e pingando. Hohohoho. Súcia, imúndia.
(belly berkeley)