quarta-feira, março 05, 2008

Carta de amô atabalhoada


Casal feliz proseando no fim da tarde.

Eu sei que todas - existirá exceção? - as cartas de amor são ridículas. Sobretudo em um mundo, esse, no qual apesar da incessante carência de afeto, cumplicidade, lealdade etc, cada pessoa está engajada superficialmente em gozar, sair por aí emitindo fluídos e humores. Não sou contra: eu gosto de emitir e absorver fluídos corporais. Eu gosto da lambança e acho que, nas horas em que o corpo se manifesta em todo o esplendor do seu prazer (viu? até pra falar de phoda, o ridículo se faz presente), assepsia, limpezinha, enfim, não dá, porque tudo sua, tudo escorre e nesse transbordamento todo reside a graça. Graça, aliás, que é beleza em movimento e, uh, como tudo se movimenta.
Ok. Não é porque a lambança é boa - por menos que o digam algumas instituições religiosas - que ela vem destituída de amor.
Ah sim. Era pra dizer que, desse jeito meio atabalhoado, eu gozo de boa saúde e parte dela é porque eu sou uma moça que ama e segue a vida com a paixão renovada.

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