quarta-feira, maio 02, 2007

Paulicéias

Viena, esquina da Rua Augusta com Alameda Santos. Saladinha qualquer enquanto o papel que recobre a mesa é golpeado, picassamente, com bastões de giz-de-cera nas três cores primárias. Limonada? Sim, verão. Limonada. Com o azul, palomas etéreas da paz; com o vermelho, mulheres flamencamente chorosas; com o amarelo, sóis escaldantes de Andaluzia.
São os Jardins: de noite, iria ao Pequi, esquina da mesma Alameda Santos, mas com Peixoto Gomide, achava; ou no Fran's abafado da Haddock Lobo. Ou, sei lá, no Espaço Unibanco da Augusta, em que avistara Marcelo Rubens Paiva no seu meio de transporte, quando fora assistir à Liberdade é Azul, do seu estimado Kieslowski.
Não importava qual o lugar, contanto que nostalgia e saudade fossem aplacadas na vivência pródiga das ruas paulistanas, com todo o movimento a que tivesse direito, com todo o anonimato que lhe permitisse fugir, de si mesma, na entrada do metrô. Consolação.

4 comentários:

Alma disse...

Por mais que a gente se sinta anônima, sempre acaba encontrando algum rosto conhecido. Nos lugares mais inusitados...

Estive flanando por aqui.

Agora eu ando por aqui, porque o blogger já deu o que tinha de dar:http://etalors2.blogspot.com/

Cinara disse...

Maravilhoso texto.
Abraços

belly disse...

Lindo.

Adoro quando escreves histórias.

Continua.

Caetano! disse...

Lívia...
Adorei esse seu texto...
M-A-R-A-V-I-L-H-O

Texto com gosto paulistano... dá até pra visualizar esses lugares maravilhosos... (pelo meus eu gosto!)
Beijos!