terça-feira, janeiro 30, 2007

Um flit paralisante qualquer



A gerente do Banco do Brasil aqui em Porto Alegre foi obrigada, por uma quadrilha, a ‘assaltar’ a agência em que trabalhava, sacando R$ 100 mil reais, e vestida com um prosaico cinturão de bananas de dinamite. Aqui, no trabalho, ficamos todos alarmados com o trânsito desviado e o ‘breaking-news’ que ouvíamos no rádio, sempre com novas e apavorantes informações.

A intervenção de uma mulher-bomba em nossas vidas não é, decididamente, um evento cotidiano. Saber que existe alguém à espreita, pronto para apertar o botão da destruição, e só para satisfazer um desejo momentâneo, nos enche de pavor e revolta pelo desapreço alheio ao que, com esforço e amor, foi construído e solidificado ao longo do tempo. Seja isso um pé de meia, um puxadinho atrás da casa, uma relação de confiança, a educação dos filhos, ou qualquer outra coisa. Mas a compensação a isso tudo é que, caiam bombas, oportunistas ou canivetes, as gente recupera as forças e constrói tudo de novo... e descobre que é mais forte que o pavor.

3 comentários:

Wanderley Garcia disse...

Infelizmente, isso serve pra lembrar que a tecnologia num serve só pra fazer blogs e mandar torpedos. refina-se tb a tecnologia do crime.

Sara disse...

Que coisa absurda. Só de pensar me deu calafrios. Ainda me impressiona a bizarrice alheia.

Bjs guria.

Anônimo disse...

Que triste! Espero que o pavor retorne dobrado a esse pessoal!

Udo