sábado, setembro 16, 2006

Silent

Uma profusão de preocupações jornalísticas e profissionais que vão comendo meu pequeno grande estômago na minha conhecida ansiedade.

Uma saudade semanal e uma preocupação que só podem ser remediadas com carinho.

E essas são as gotas contadas do meu cotidiano, que vêm à tona, de repente, no silêncio de uma estrada deserta ao pôr-do-sol, em que o passado, o presente e o futuro aparecem: a gente se lembra, por exemplo, do pai que já morreu; a gente vê o moribundo sol descendo no horizonte e pensa que aquela beleza, como o pai que já partiu, é irrecuperável; você vê aquilo tudo, aquela beleza que enquanto se vai, espalha de penumbra os campos verdejantes de Cambará do Sul, e pensa que dali a alguns anos nada mais daquilo existirá, porque será consumido pela poluição e pela destruição que prescindirá de cataclisma apocalíptico; e de um repente que veio chegando de mansinho, as lágrimas aparecem e o peito engasga cheio de sentimentos nodosos. E você não sabe como explicar o choro silencioso às outras pessoas que estão no carro com você. E na chegada você se acha uma idiota.

Um comentário:

Marlene Maravilha disse...

Lívia, estou ganhando tempo aqui no teu blog. Já o li quase todo.
já fazia algum tempo que eu não te visitava. Houve um período que eu não conseguia deixar recado. Hoje parece que não há senões e vou conseguir deixar.
gosto da maneira como escreves! simples, direta e inteligente.
Um beijo (marlene, mãe da Roberta)