sábado, abril 29, 2006

28

Presente de aniversário: três empregos de uma vez.
Por isso, esse presente eu mando pra vocês.



(Especialmente a ti, que sabes bem o que és pra mim).

sexta-feira, abril 28, 2006

Yawn



Nessas horas é bom ser isenta. ;-)
A Marge não está muito melhor que o Homer


Eu dito: vocês escrevem?

Eu admito: assisto ao programa da Ana Faria Brega. Dois dos melhores risotos (mentira, eu só fiz dois, mesmo) que eu fiz, foram com receitas que tirei do site do programa.
Dá que, esta manhã, ligando a TV no programa, pego a coisa bem no finzinho de uma disputa acirrada entre duas donas de casa que concorriam a uma casa própria. A pergunta final (não sei se não era a única) era a seguinte: "da população de 180 milhões de brasileiros, quantos são portadores de deficiência"? Detalhe que não havia múltipla escolha: quem desse a resposta mais aproximada do correto, levava a casa.

Primeiro detalhe: a cara de retardo mental das candidatas quando ouviram a pergunta. Os olhares vazios, o desespero: "meu deus, 180 milhões de brasileiros? Não eram 90 milhões em ação"?
As respostas: uma das candidatas respondeu "5 mil". A outra: "8 milhões".
A resposta correta: N.D.A. O Brasil possui atualmente cerca de 25 milhões de portadores de deficiência.
A gota d'água: antes da resposta correta, Ana Maria olha pras duas pobres coitadas com olhar de reprovação e dá um sermão sobre como muitas vezes não temos consciência da realidade à nossa volta e, quase a contragosto, premia a fulana dos 8 milhões, dizendo que ela ganhou, vá lá, mas o o número citado tá muito abaixo do real.

E agora eu me pergunto: as fulanas, descônscias (se não existe, inventei agora) do número de deficientes no Brasil, passaram boa parte de sua vida útil fazendo o quê? Ou... assistindo a que canal de televisão aberta?
Se a apresentadora queria dar um sermão, que fosse um mea culpa.

P.S.: Será que a própria apresentadora sabia dessa informação (vamos esperar que sim da colega jornalista) antes da produção entregar-lhe a fichinha de papel?

quinta-feira, abril 27, 2006

Frase do Dia



"Não crio juízo, porque não sei o que ele come".

quarta-feira, abril 26, 2006

O quanto o acaso é ao acaso?

A Cinara me perguntou assim: "e como ter assunto pra escrever todo dia?"
A resposta: eu sei lá! Um post, para mim, começa assim quase sempre sem eira-nem-beira, salvas as exceções em que um fato me marca especialmente. Todo mundo comenta sobre os fatos da atualidade (ou ainda que de sua própria realidade) e eu sou alienada até de mim mesma.
Bem, meia-verdade. Toda segunda-feira, há cerca de um ano, eu tento ao menos descobrir a ponta do iceberg da minha educação adestra-macaquinho. E, sinceramente, acho que nessa última segunda-feira, achei a ponta de um iceberg.

Falando em macaquinho, aliás, nesse fim de semana uma cena acabou, de fato, me marcando especialmente. A de um macaquinho tocando piano (sim, respeitável público! Um macaquinho tocando um pianinho Hering!) no filme "Jornada da Alma". Enquanto o gracioso símio executava uma obra ao piano, a psicanalista (e ex-louca. Ex?) Sabina Spielrein desentrelaçava os dedos de um emocionado menininho russo que passou muito tempo fechado dentro do seu mundinho, com os olhos fechados e as mãos entreladas uma na outra. A audiência, na sala, ficou boquiaberta com a cena, talvez chegando à conclusão de que abandonar os próprios fantasmas seja em parte questão de saber que o inusitado do outro pode ser uma inusitação praticada por nós mesmos. Que não há receita, que não há condição que não possa ser diferente. E por isso a segunda foi melhor que a sexta anterior. Tudo na vida pode ser diferente de um chilique óbvio e que se repete em ciclos.

Mas sim. Ter um assunto pré-definido é muitas vezes importante. O acaso acaba trombando, freqüentemente, nos nossos mecanismos aparentemente imutáveis. O quanto desse mecanismo está presente na condução do meu texto, é o que eu ainda não sei.

terça-feira, abril 25, 2006

Questionário

Vi na Maíra e na Dani, na Cam e quero ver em todo lugar também. ;-)

Nome?
Lívia
Data de nascimento?
29/04/1978
Local de nascimento?
Santos, SP
Residência?
Porto Alegre, RS
Olhos?
Castanho-escuros
Cabelos?
Castanho-escuros, com resíduos de tinta ruiva e fios brancos tornando-se profusos.
Altura?
1,65.
Destro ou canhoto?
Destra.
Ascendência?
Do lado paterno, portuguesa.
Do materno, portuguesa e africana.
Signo e ascendente?
Touro e virgem.
Sapatos que usou hoje?
Meias e havaianas. Quando sair de casa, botas pretas.
Fraqueza?
Preguiça total.
Medos?
Um implacável medo de perder (mais as pessoas e a identidade que as coisas).
Objetivo que gostaria de alcançar?
Estabilizar a (minha) economia e poder escrever mais o que eu gosto, que mais o que eu preciso.
Frase que mais usa no MSN Messenger?
;-)
Melhor parte do corpo?
Olhos (e, às vezes, pescoço).
Pepsi ou Coca?
Coquinha light com gelo e limão.
McDonalds ou Bob's?
Quem troca um sanduíche de ciabatta (ou aqueles com 'pon' da Maquiné) com um monte de coisa boa dentro pelos fast-food sem graça que são esses dois? Bom, eu às vezes troco, mas é pela batatinha frita.
Café ou capuccino?
Cafezinho quentinho. Capuccino só se for num café bem charmoso.
Fuma?
Às vêiz.
Palavrão?
Todos. Eu sei, sou uma boca suja. "Caralho" seria um.
Perfume?
Madeira em Flor (Natura Ekos) na minha pele. Light Blue (da Dolce&Gabbana) na pele alheia.
Canta?
Em coral e tudo.
Toma banho todo dia?
Uma vez por dia no inverno e umas duas ou três no verão.
Gostava da escola?
Gostava, sim. Mas no colegial falei de largar 'naquele ano' e minha mãe surtou. Claro que surtou. O que eu tinha na cabeça?
Quer se casar?
Hmmm. Quero.
Acredita em si mesmo?
Confesso que às vezes, não.
Tem fixação com saúde?
Não.
Se dá bem com seus pais?
Sim, mas não sei o quanto isso varia com a distância.
Gosta de tempestades?
Gosto. Quanto MENOS metafóricas, melhor.
No último mês...
Bebeu álcool: um monte de vinho e cerveja artesanal
Fumou: sim
Usou drogas: sim
Fez saliência: fizzzz salienciazinha gostosa. Hahahahahahahaha.
Foi ao shopping: pra ir ao cinema e na casa lotérica. Mas não custa olhar as vitrinas....
Comeu um pacote inteiro de Oreos: não.
Comeu sushi: Hum, não! Mas se me convidarem pra ir no Riversides, aceito!
Subiu ao palco: não
Levou um fora: não
Fez biscoitos caseiros: não
Pintou o cabelo: não.
Roubou algo: Não, mas quis que fosse a frôzinha dum jardim.
Já tomou um porre?
Sim! Burp.
Já apanhou?
De cinta, rapaz!
Já bateu?
Já. Mas nas pernas do meu irmão, esperneando. Não sei se valeu.
Número de filhos?
Ainda não. Mas quem sabe num futuro qualquer?
Como você quer morrer?
Numa rede baloiçando à brisa, com um livro bom no colo. Ir como se o amanhã da morte fosse como o amanhã da vida.
Onde você fez faculdade?
UNESP
Piercings?
Não.
Tatuagens?
Hmmm. Não.
Quantas vezes seu nome apareceu em jornal?
Tirando as matérias que assinei, duas vezes. Numa matéria sobre saudade, em que fui personagem, e em outra sobre blogs.
Cicatrizes no corpo?
Uma de uma operação na garganta, aos 4 anos. Outra, de uma queimadura de vela, na perna. As da catapora, discretíssimas. E a da cirurgia no apêndice.
Do que você se arrepende de ter feito?
De muita, muita coisa. Mas tenho tentado tornar o passado imutável num presente flexível.
Qual sua cor favorita?
Verde e marrom pra vestir, preto e branco pra vestir, azul pra olhar ao redor, vermelho pra sentir.
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri.
Eu faço uns desenhos bonitinhos. E gosto de cantar, é até afinadinho.
Qual sua disciplina favorita na escola?
Geografia e àquelas ligadas à linguagem. No colegial, gostei de física.
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior).
Dublin, Praga e a Cidade do Cabo.
Você é uma pessoa matutina ou noturna?
Mais noturna que matutina.
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação?
Pousaram. Mas acho que os EUA tinham moral pra armar uma encenação daquilo tudo. Me likes conspirations.
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?)
moedinhas trocadas do ônibus, algum panfleto ou papel de bala que não guardo pra jogar na lixeira de casa, quando não tem na rua...
Em 10 anos, você se vê... (termine como quiser)
Quicando pelo mundo, mas com a alma no porto seguro da minha própria família.
Falta energia e você não tem um gerador. Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido?
Que pergunta indiscreta!
O que você jamais comeria?
Vísceras cremosas de qualquer bicho.
Quanto tempo de TV você assiste por dia?
Deixo ela ligada quase o dia inteiro e não presto a menor atenção.
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo.
Eu gostei de "Jornada da Alma", o mais recente que vi em DVD.
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo.
Dangerous Muse... eles por enquanto só têm duas músicas circulando pela net, mas é um som charmosíssimo.
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor?
Prefiro lugares de clima frio, mas não gosto de ficar passando frio, não...
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama.
Ô, rapá, quero ficar na minha... não quero 15 minutos de fama porque eles parecem vir de apenas 15 minutos de seriedade ou esforço. Nem uma fama absurda que acabe com minha vida particular.
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte?
Hmmm. Alguma massa fresca ao dente com um molho de frutos do mar. E vinho tinto, do melhor carmenère que há no mundo. Sei que vinho tinto não casa com frutos do mar, mas quem pensa em etiqueta na hora de morrer? Bem, pensando bem... quem é que consegue comer?
Qual sua lembrança mais antiga?
Acho que a aeromoça da VASP me oferecendo um travesseirinho, aos dois anos, num vôo para Goiânia.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro?
"Eu quero que o pinto do urso suma".
Qual seu vegetal favorito?
Ultimamente, palmito quase se desfazendo, de tão molinho.
O que você queria ser quando era criança?
Médica, pintora, arquiteta, fotógrafa, jornalista.
Qual o seu time, e por quê?
Vixe, geralmente é por onde andam as pernas do Raí. Já foi o São Paulo, o Paris Saint Germain, e agora não é nenhum.
Qual sua canção favorita no momento?
Ligo na Itapema e deixo rolar. Acho bonitinha a nova da Marisa Monte. Não sei o nome.
Onde você morou?
Num apartamento na Rua Manoel Vitorino, no Gonzaga e em outro na av. Bernardino de Campos, no Campo Grande, em Santos. Numa rua fechada em Cubatão. Em uma pensão e 3 repúblicas em Bauru; numa casa de madeira, numa república e depois com uma amiga, em Curitiba; no apartamento da Lu e depois no meu próprio, em Porto Alegre.
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito?
Brinquedo: bloquinhos de madeira pra montar, conjunto de química cheia de substâncias fedidas, uma ou outra boneca, bola.
Livro: Marcelo, Marmelo, Martelo.
Programa de TV: Bambalalão!!!
Personagem: O Batatinha, do desenho do Manda Chuva.
Mostre-nos uma foto de como você era adorável quando criança.

Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria?
Chocolate, sempre chocolate. ;-)
Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria?
Nenhum bem público ou privado em especial. Queria poder quebrar tudo à minha volta quando estivesse muito nervosa, ou virar a mesa com toda a louça por cima.
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria?
Talvez as partes não visitadas de um palácio ou museu. Na verdade eu já fiz isso e foi muito legal.
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente?
Eu sou do tipo que dá pitaco a respeito de tudo mas não conhece nada profundamente.
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar?
Moraria no interior da França (mas perto de alguma cidade tudibom) e não sei que profissão teria, mas iria à mercearia com uma bicicleta que tivesse um cesto de vime na garupa. E, sei sim o que faria: teria um café charmosinho.
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos?
Ginástica olímpica, patinação e vôlei. Luta romana, tênis de mesa e arremesso de coisas não têm minha atenção.
Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria?
Freshcobol, aían e tamboréu, um esporte praticado só nas praias de Santos.
O que você está ouvindo neste momento?
Eco, do Jorge Drexler. Adoro.
Qual foi a última coisa que você comeu?
Croissant de presunto.
Primeira coisa que você nota no sexo oposto?
A proporção de cabeça e ombros.
Bebida favorita?
Suco de laranja, sem gelo e sem açúcar
Bebida alcoólica favorita?
Tem sido a cerveja Coruja, mas lá no Zelig. E vinho Carmenère. E Sex On The Beach.
Você usa lentes de contato?
Não, e preciso aviar uma nova receita pros óculos. :-(
Irmãs ou irmãos:
Três irmãos ómis.
Mês favorito:
Janeiro, pra dar a impressão que as coisas mudam, ainda que mudem não necessariamente em janeiro.
Comida favorita:
Ah, não tem muito jeito de escolher. Do trivial ao inovador, ou a coisa inovadora feita de jeito caseiro, ou a coisa trivial feita de forma inovadora.
Último filme a que assistiu no cinema:
Espíritos.
Você consegue tocar seu nariz com sua língua?
Nem de leve.
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã?
”Que horas são”?
Como é o seu wallpaper?
Uma close de um telefone público em Londres com o Big Ben ao fundo.
Sugira algo para ler, algo para assistir:
Leia “Histórias de Cronópios e de Famas”, do Julio Cortazar e assista a “Tempero da Vida”, um filme grego com toques bem interessantes de tempero e comédia.
O que lhe irrita acima de tudo... Aquele momento terrível que faz com que você perca totalmente sua compostura e queira chutar, gritar e bater em algo com um porrete?
Gente sem noção, publicamente agredindo a liberdade do outro seja com mau-gosto, grossura, truculência, whatever.
Admita, você não é perfeito... O que você faz e que deixa as pessoas irritadas?
Sou metida a sabichona, sou teimosa, sou extremamente desorganizada.
Nasceu em que dia da semana?
Bah, não lembro não.
Ator favorito?
Tem vários, vários. Nenhum em especial me ocorre agora.
Instrumentos que toca?
Campainha serve?
Internação em hospital?
Apendicite.
Religião?
Católica nos porões do inconsciente. Budista se me desse vontade de escolher uma, e nenhuma na prática.
Qual seu aparelho eletrônico favorito? E qual aparelho você gostaria de ter?
O favorito, computador. E acho que queria um note.

segunda-feira, abril 24, 2006

Ai, que saudade do cassino da Urca!



A aleatoriedade da vida em todas as suas surpresas; o feltro verde da mesa de apostas; a bolinha ricocheteando no suspenso do tempo, dançando entre as canaletas numeradas que definirão destino, perda e ganho (ou perda, ou ganho? Dá pra ser os dois?).
Ela pensa, ela escreve, ela diz. E vocês, façam suas apostas.

quinta-feira, abril 20, 2006

Brokecat Mountain



É o amô!

quarta-feira, abril 19, 2006

Tic-tac

Vai e vem
A marola
Que lambe o fogo dos cabelos e esfria a cabeça
Vão e vêm
Os quilômetros
Os minutos
A areia e o ponto de vista
Para que a paixão vire amor
E o amor vire ciúme.
Delirium at 37,2º C

Dizem que à tarde é comum a temperatura do corpo aumentar um pouco e nos conferir uma espécie de febre leve.
Essa febre amena que me acometeu me fez, no entanto, delirar, pois vi na rua uma mulher toda curvada, de abrigo de ginástica, cruzando o meu caminho e se preparando para atravessar a rua. Ela não era corcunda. Simplesmente andava como se estivesse abaixada e, pela sua expressão perdida eu percebi que a coluna era torta por causa do peso dos seus dias. O peso dos dias dessa mulher é uma pedra imponente que ela carrega no cangote. Uma única pedra que contém as confusões de sua vida, todas ligadas sem discriminação de tamanho ou intensidade. Na adolescência, ela tomara as dores da mãe por o irmão tê-la maltratado; a cunhada tomara as dores do irmão porque este tinha mágoas contra a mãe; todos tomaram as dores do pai, porque a mãe o traíra; anos mais tarde, ela foi embora porque achava que só podia confiar em si mesma. Agora, o alfinete que lhe espeta por acidente, o copo que se quebra ao lavar a louça, a chefe que lhe dirige impropérios lhe causam uma dor que é uma só. É a dor de achar que tudo é culpa de tudo e o bolo do café da tarde desanda e encrua porque o marido de olhou feio no café da manhã. E tudo é o pesado monolito sem forma que lhe esmigalha os ossos.
Do grosso pedregulho, porém, espera-se que Michelângelo faça surgir a forma da sua estátua mais bela.

terça-feira, abril 18, 2006

9º C at Pinetree Axe St.

Ô, que saudade da minha polenta!

segunda-feira, abril 17, 2006

Chuva na praia



Observação dos mínimos detalhes: da taturana perto do rejunte do piso da varanda até teias de aranha entre os arames do cercado.
Viagem é estrada, é parada, é a casa de madeira escura no meio da campina verde sobre onde correm cavalos desencilhados.
São cinco cachorros quase gêmeos latindo na casa à beira da estradinha de terra. É gurizinho segurando à altura da cabeça um saco de pinhão. É comer pinhão compulsivamente enquanto se ouve o mar explodindo ali a 100 metros.
É dormir sentindo o estouro das ondas, hipnotizando a mente.
Viajar também é voltar. Aqui estou.

quinta-feira, abril 13, 2006

Drops otimistas

O bom do site do Madredeus é que dá pra ouvir toda uma coletânea do grupo, só abrindo o site. Eu adoro, não sei se é coisa do meu sangue (e da minha alma) português.

Eu tou na serra. Tá frio. Eu tou quentinha. Eu vou comer comida quentinha. Eu vou à praia mais tarde. Estou toda primária e primariamente feliz. Isso, no momento, me preenche tudo ou quase tudo.

O medo diminuiu. O desafio é fazê-lo sumir. Com trabalho bem feito. Pra que a felicidade quentinha finalmente se espraie por esse campo também.

Economia, imóveis. Como parir?

terça-feira, abril 11, 2006

Time is driving me out

Mas eu não quero despedidas e desconstruções.

sexta-feira, abril 07, 2006

Brokecat Mountain

A Columba Lívia Pictures Television apresenta
Uma bela história de amô entre dois jovens descobrindo as diliça da juventude.





Aguarde e Confie.

quarta-feira, abril 05, 2006

Sem Comentários

O Enéas sem barba.

A ponte de água.

terça-feira, abril 04, 2006

Porta-jóias










Tenho em mim
Mil corações.

domingo, abril 02, 2006

La Roue de La Fortune

Os créditos iniciais de Match Point não deixam dúvidas quanto a Woody Allen ser o autor dessa história. Mas foi o menos Woody Allen dos filmes dele que vi, assim como Almodóvar mudou para mim com "Carne Trêmula". Melhor ter sorte que ser competente? Não é exatamente assim que penso, mas turbilhonando ao meu redor está o lobo vestido de cordeiro... o azar travestido de sorte e reforçado pelo silêncio da intuição, mas às vezes também vice-versa.

Guardo um silêncio. Eu não sei do amanhã e o agora também não me parece menos indefinido. Tento me agarrar à esperança como a melhor tábua que posso ter por agora. Também à fé? Não sei. Talvez devesse fazer mais uso dos meus joelhos.

Faz parte da esperança também crer que o amor vai perdurar, oito mil "ainda bem".

Aurora brilhante no horizonte, céu azul escândalo. Espero o amanhecer que me cure, que me salve, um amanhecer claro o suficiente para que eu possa enxergar o caminho a ser trilhado. Seja de pedras, seja de terra, sejam a bicicleta, o carro ou os pés, que eu possa enxergá-los e ter coragem para prosseguir.

O carro, a estrela, o mundo, a morte, a força, a roda da fortuna, o sol.

sábado, abril 01, 2006

Hitchhiker

O astronauta/brasileiro está a bordo da Soyuz.
E eu, vidanauta despatriada, tenho meu campo gravitacional a zero, flutuando e temendo a existência do buraco negro, no vácuo silencioso do espaço e lembrando que o gerador de improbabilidade talvez tenha ficado na Terra destruída há um segundo atrás.




Mas não há página em branco que não possa ser preenchida.